O provedor da Santa Casa de Presidente Prudente, Edson Freitas de Oliveira participou em Brasília na última terça-feira (21) de uma audiência pública realizada na Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara dos Deputados e de uma reunião na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Na Câmara do Deputados, o presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), Edson Rogatti e representantes de hospitais apresentaram a situação do setor. Segundo a confederação o desequilíbrio dos contratos firmados entre os hospitais sem fins lucrativos e os governos estaduais e municipais, somado ao atraso no repasse de recursos e a desatualização dos valores pagos pelos procedimentos são as causas das dívidas acumulas pelas instituições ao longo dos anos. O presidente da CMB, Edson Rogatti, lembrou que o SUS paga, em média, 60% do que é gasto com cada atendimento.
A audiência também contou com a presença dos representantes do Ministério da Saúde, Secretaria da Receita Federal, Caixa Econômica Federal e BNDES. Eles explicaram o funcionamento das linhas de crédito hoje disponíveis para o Setor, e do Prosus. A CMB entregou ao presidente da Frente Parlamentar e representante da Comissão de Seguridade Social (CSSF), deputado Antonio Brito (PSD-BA), um ofício com os pleitos que também foram entregues ao ministro da Saúde.
Na audiência com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a entidade se colocou colocou à disposição para trabalhar em prol da defesa da Saúde, firmando parceria com a CMB. O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, convocou as seccionais estaduais da Ordem para também atuarem na causa e disse que vai coordenar a agenda de trabalho referente às discussões da Saúde.
“A partir de agora, nos integramos a este movimento, pois entendemos que a Saúde é um tema fundamental, e é a própria cidadania”, disse Cláudio Lamachia, presidente da OAB, ao receber o ofício da CMB sobre a parceria entre as entidades. O presidente da CMB, Edson Rogatti, explicou ao presidente da OAB que, ao contrário do que muitos dizem, o problema dos hospitais não está na gestão, mas no financiamento. “Nós temos os melhores gestores, já que mesmo com poucos recursos, ainda conseguimos fazer mais e melhor até mesmo do que os hospitais públicos”, afirmou.
*Com informações da CMB
