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24/06/2016 09:16

Santa Casa de Presidente Prudente tem uma moradora muito especial

Santa Casa de Presidente Prudente tem uma moradora muito especial

A Santa Casa de Presidente Prudente é o endereço da telefonista Maria Celesty Pereira. Ela nasceu na instituição e até hoje mora no hospital. “A Santa Casa é minha casa, é minha família”, afirma Celesty.

 

Na década de 1960, quando Maria Celesty nasceu, na Santa Casa era comum ocorrer casos de recém-nascidos deixados na instituição.  Ela foi criada pelas irmãs Vicentinas, que administravam o hospital. “Sei que muitas crianças abandonadas na Santa Casa eram adotadas, mas acredito que porque eu era deficiente, existia muito preconceito, acabei ficando”, afirma.  Celesty fala da sua história de uma forma consciente, sem mágoas ou tristezas. Ela diz que por causa da deficiência nas pernas, na adolescência morou por um período na Associação de Assistência à Criança Deficiente  (AACD) em São Paulo, onde passou por inúmeras cirurgias. Na instituição também concluiu o segundo grau. Quando voltou para Santa Casa, em 1980, as irmãs estavam deixando o trabalho no hospital e ela continuou morando na instituição. Nesta fase começou a trabalhar no local, passou por alguns setores e há 15 anos exerce a função de telefonista. “Acompanhei de perto todas as transformações do hospital e foram muitas, fui crescendo com a Santa Casa”.

 

Maria Celesty conta que, mesmo morando no hospital, sempre foi cercada de cuidados e muito amor.  “Tenho muitos amigos e duas em especial, que sempre me levam para passar os finais de semana com as famílias delas. Além disso, participo das viagens promovidas pela Associação do Rosário de Presidente Prudente”.  Ela diz que quando não está trabalhando prefere ficar no seu quarto. Antes a telefonista se locomovia com a ajuda de um aparelho, mas há cerca de oito anos precisou de uma cadeira de rodas.

Nesta semana, ela recebeu um novo quarto adaptado, mais espaçoso e confortável. “A Celesty faz parte da história da Santa Casa, por isso fizemos questão de oferecer esse novo quarto projetado para oferecer mais conforto ”, afirmou o provedor, Edson Freitas de Oliveira.  Ela ficou emocionada com o novo espaço. “Não esperava, meu sonho era ter um quarto com uma janela para a rua, para eu poder ver o sol, saber quando está chovendo, fiquei muito feliz”, falou Celesty.

 

O fato de morar no hospital, não incomoda nem um pouco a Celesty.  “Quando as pessoas ficam sabendo que moro na Santa Casa, elas estranham, mas sinto aqui como minha casa, não me imagino morando em outro lugar”, finalizou.

 

Valéria Garbullio - Jornalista - Mtb 22 059/SP